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Nesta matéria
  1. Quais regiões de São Paulo estão em alerta vermelho?
  2. Quando o vento ficará mais forte em São Paulo?
  3. O ciclone-bomba vai passar diretamente por São Paulo?
  4. Por que o sistema é chamado de ciclone-bomba?
  5. Quais são os principais riscos em São Paulo?
  6. Defesa Civil instala Gabinete de Crise
  7. Como se proteger da ventania?
  8. Perguntas frequentes sobre o ciclone em São Paulo
  9. Fontes consultadas

Ciclone-bomba coloca São Paulo em alerta para ventos de até 100 km/h entre sexta e sábado

Defesa Civil classifica nove regiões paulistas com risco muito alto; frente fria associada ao ciclone também pode provocar chuva, raios, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

Um ciclone extratropical intensificado sobre a Região Sul e o Oceano Atlântico deve provocar rajadas de vento de até 100 km/h no estado de São Paulo entre sexta-feira, 7 de agosto, e sábado, 8 de agosto de 2026. A Defesa Civil estadual colocou nove regiões administrativas em alerta vermelho e instalou um Gabinete de Crise para acompanhar os possíveis impactos.

Principais informações:
  • As rajadas mais fortes são esperadas entre sexta-feira (7) e sábado (8), principalmente no litoral, na faixa leste e em regiões de serra.
  • Grande São Paulo, Campinas, Santos, Sorocaba e outras cinco regiões estão no nível vermelho de risco da Defesa Civil paulista.
  • O centro do ciclone não deverá atravessar São Paulo; os impactos no estado serão provocados principalmente pela frente fria e pelos ventos associados ao sistema.

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Imagem de satélite mostra um ciclone extratropical em formato de espiral no Hemisfério Sul
Imagem de satélite de um ciclone extratropical no Hemisfério Sul, utilizada apenas para explicar visualmente esse tipo de sistema meteorológico. Imagem: NASA/MODIS Rapid Response System, via Wikimedia Commons, em domínio público nos Estados Unidos.

Nota sobre a imagem: a fotografia de satélite é ilustrativa e foi registrada ao sul da Austrália em 8 de janeiro de 2012. Ela não mostra o ciclone de agosto de 2026 nem representa as condições atuais sobre São Paulo.

Quais regiões de São Paulo estão em alerta vermelho?

A Defesa Civil de São Paulo informou, na tarde desta quinta-feira (6), que nove das 16 regiões administrativas do estado foram classificadas em alerta vermelho, correspondente a risco muito alto. As demais ficaram no nível laranja, de risco alto.

Classificação de risco divulgada pela Defesa Civil de São Paulo em 6 de agosto de 2026
Nível Regiões Situação esperada
Vermelho — risco muito alto Marília, Bauru, Itapeva, Registro, Sorocaba, Campinas, Santos, Vale do Paraíba e Litoral Norte e Região Metropolitana de São Paulo Maior possibilidade de rajadas fortes ou muito fortes, especialmente entre sexta e sábado
Laranja — risco alto Araçatuba, Araraquara, Barretos, Franca, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto Ventos fortes e possibilidade de transtornos, ainda que com risco inferior ao das áreas em vermelho

Essa classificação regional foi adotada pela Defesa Civil paulista. Ela não deve ser confundida com os avisos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que utilizam níveis e áreas de abrangência próprios.

Na atualização publicada pelo INMET nesta quinta-feira, o estado de São Paulo estava sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. O litoral sul paulista também aparecia em aviso laranja para vendaval, enquanto as demais regiões tinham aviso amarelo para vento.

Quando o vento ficará mais forte em São Paulo?

  • Quinta-feira, 6 de agosto: início da intensificação dos ventos durante a tarde, com rajadas que poderiam chegar a aproximadamente 60 ou 70 km/h.
  • Sexta-feira, 7 de agosto: período de maior atenção, com possibilidade de rajadas fortes ou muito fortes, chegando a 100 km/h em pontos do estado.
  • Sábado, 8 de agosto: os ventos continuam intensos, mas o sistema deve começar a perder força gradualmente.
  • Domingo, 9 de agosto: tendência de redução do risco em São Paulo e deslocamento das rajadas para áreas mais ao norte da costa do Sudeste.

O meteorologista William Minhoto, da Defesa Civil paulista, explicou que os impactos mais intensos em São Paulo são esperados principalmente na Baixada Santista, no litoral, na faixa leste e nas áreas serranas.

Na Baixada Santista, a interação do vento com a Serra do Mar pode intensificar localmente as rajadas. A velocidade efetivamente registrada, porém, pode variar bastante entre municípios e até entre bairros, dependendo do relevo, da altitude e da presença de prédios ou outras barreiras.

O ciclone-bomba vai passar diretamente por São Paulo?

Não é essa a trajetória prevista. O sistema se formou entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico. Seu centro deverá avançar sobre o mar e se afastar gradualmente da costa brasileira.

São Paulo será afetado principalmente pela frente fria ligada ao ciclone, pela diferença de pressão atmosférica e pelas áreas de instabilidade que avançam do Sul para o Sudeste. Portanto, dizer que “o ciclone entrará em São Paulo” simplifica de maneira incorreta a previsão.

Na sexta-feira, o INMET prevê pancadas de chuva em todo o estado, com maior destaque para o sul e o leste paulista. No sábado, as pancadas devem persistir no centro-sul de São Paulo, com possibilidade de trovoadas na divisa com o Paraná.

Por que o sistema é chamado de ciclone-bomba?

Um ciclone extratropical é uma área de baixa pressão normalmente associada a frentes frias, chuva e ventos. A expressão “ciclone-bomba” é utilizada quando a pressão atmosférica no centro do sistema cai muito rapidamente, fazendo com que ele se intensifique em um intervalo curto.

O processo recebe o nome técnico de ciclogênese explosiva ou bombogênese. O INMET inicialmente informou que a classificação definitiva dependeria da confirmação da queda de pressão observada durante a evolução do sistema. Nas previsões publicadas em 5 e 6 de agosto, o instituto já passou a tratar o fenômeno como “ciclone-bomba”.

O termo não significa explosão física e também não transforma o sistema em furacão. Ciclones extratropicais e furacões possuem estruturas e mecanismos de formação diferentes, embora ambos possam produzir ventos perigosos.

Quais são os principais riscos em São Paulo?

A combinação de vento, pancadas de chuva e descargas elétricas pode provocar problemas mesmo onde o volume de precipitação não for elevado. A Defesa Civil estima acumulado máximo próximo de 40 milímetros entre quarta-feira (5) e domingo (9), com maior incidência na faixa sul e na região de Sorocaba.

Os principais riscos apontados pelos órgãos estaduais são:

  • queda de árvores, galhos, postes e fios elétricos;
  • destelhamento de imóveis e danos a estruturas frágeis;
  • queda de placas, outdoors, toldos e objetos deixados em varandas;
  • interrupções no fornecimento de energia elétrica;
  • dificuldades no trânsito e possíveis impactos em aeroportos;
  • mar agitado e risco para embarcações e atividades no litoral;
  • alagamentos, enxurradas e transbordamentos de córregos;
  • deslizamentos em encostas vulneráveis;
  • propagação mais rápida de incêndios nas áreas secas do norte e noroeste paulista.

Uma previsão de rajadas de até 100 km/h indica o valor máximo possível em determinados pontos, e não vento contínuo nessa velocidade em todo o estado. Ainda assim, rajadas inferiores já são capazes de derrubar árvores debilitadas e deslocar estruturas sem fixação adequada.

Defesa Civil instala Gabinete de Crise

O Governo de São Paulo instalou um Gabinete de Crise no Centro de Gerenciamento de Emergências para funcionar até sábado. O grupo reúne representantes das concessionárias de energia, água e gás, Departamento de Estradas de Rodagem, agências reguladoras, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária.

O objetivo é acelerar a troca de informações e o atendimento a ocorrências, especialmente diante do risco de quedas de árvores, interrupções de energia, bloqueios em rodovias e transtornos no transporte.

A estrutura passou a ser utilizada em novembro de 2023, após uma tempestade com fortes ventos provocar quedas prolongadas de energia na capital e na Grande São Paulo.

Como se proteger da ventania?

  • evite permanecer ou estacionar veículos debaixo de árvores, postes, placas e estruturas metálicas;
  • retire ou prenda vasos, móveis e objetos soltos de varandas, quintais e coberturas;
  • não toque em fios caídos e mantenha distância da área, mesmo quando parecerem desligados;
  • durante raios e ventos fortes, procure abrigo em uma construção segura;
  • reduza a velocidade ao dirigir e tenha atenção redobrada com motocicletas e veículos altos;
  • não atravesse ruas ou estradas cobertas por água;
  • no litoral, evite o mar, costões, píeres, áreas abertas e transporte marítimo durante os períodos de alerta;
  • desligue equipamentos sensíveis se houver oscilação frequente de energia, sem se expor a riscos;
  • mantenha lanternas carregadas e os telefones com bateria, especialmente em áreas sujeitas a apagões;
  • acompanhe somente alertas atualizados dos órgãos meteorológicos e da Defesa Civil.

Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para receber alertas gratuitos por SMS, o morador pode enviar o CEP da área de interesse para o número 40199.

Perguntas frequentes sobre o ciclone em São Paulo

O ciclone-bomba atingirá a capital paulista?

A Região Metropolitana de São Paulo está no nível vermelho de risco divulgado pela Defesa Civil. A capital pode registrar chuva e rajadas fortes, mas o centro do ciclone permanecerá distante, sobre a Região Sul e o Oceano Atlântico.

Os ventos chegarão a 100 km/h em todo o estado?

Não. Esse é o valor máximo previsto para pontos mais expostos. A velocidade varia conforme a região, o relevo e a evolução do sistema.

Qual será o pior dia?

A sexta-feira, 7 de agosto, concentra a previsão de ventos mais intensos. Rajadas fortes também poderão ocorrer no sábado, quando o fenômeno começará a perder força.

Vai chover forte em toda São Paulo?

O INMET prevê pancadas em várias áreas, principalmente no sul e no leste paulista. A chuva não deverá ter a mesma intensidade em todos os municípios.

Existe risco de queda de energia?

Sim. Árvores, galhos e objetos lançados pelo vento podem atingir postes e redes elétricas. A Defesa Civil incluiu as concessionárias no Gabinete de Crise para agilizar a resposta a possíveis interrupções.

Ciclone-bomba é a mesma coisa que furacão?

Não. Este é um ciclone extratropical, associado a contrastes entre massas de ar e frentes meteorológicas. Furacões são ciclones tropicais alimentados principalmente pelo calor das águas oceânicas.

As aulas e os aeroportos serão suspensos?

Não havia, até a verificação desta matéria, uma determinação estadual geral de suspensão. Decisões locais e alterações em voos dependerão das condições observadas e devem ser consultadas diretamente com escolas, municípios e companhias aéreas.

Fontes consultadas

Nota editorial: matéria apurada e verificada em 6 de agosto de 2026, com base nas atualizações do INMET e da Defesa Civil do Estado de São Paulo publicadas até o fim da tarde. Previsões de vento, chuva e trajetória podem mudar conforme novas observações e simulações meteorológicas forem incorporadas. A classificação de risco da Defesa Civil paulista e os avisos do INMET utilizam critérios e áreas de abrangência próprios. Para decisões imediatas, consulte os alertas oficiais vigentes em seu município.

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