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Nesta matéria
  1. Quem é Karl Bushby?
  2. As duas regras que transformaram a viagem em um problema de 28 anos
  3. Onde Karl Bushby está agora?
  4. O Canal da Mancha virou o último grande obstáculo
  5. Ele pode simplesmente atravessar de barco?
  6. Karl Bushby cogita atravessar o Canal da Mancha nadando
  7. Em 2024, ele nadou 288 km pelo Mar Cáspio
  8. O Estreito de Bering foi ainda mais extremo
  9. Depois de atravessar o Bering, Bushby foi detido na Rússia
  10. A Rússia ainda custaria anos à expedição
  11. Ele caminhou 5.600 km na direção errada para conseguir um visto
  12. A selva de Darién quase encerrou tudo nos primeiros anos
  13. China, pandemia e guerras também mudaram o caminho
  14. Ele finalmente chegou à Europa em 2025
  15. Uma viagem que começou com cerca de US$ 500
  16. Por que Karl Bushby demorou quase 28 anos?
  17. A Goliath Expedition é uma volta ao mundo tradicional?
  18. O que acontece se o Eurotunnel mantiver a proibição?
  19. E depois de atravessar para a Inglaterra?
  20. Perguntas frequentes sobre Karl Bushby
  21. Fontes consultadas

MUNDO

Karl Bushby está a 900 km de casa após caminhar pelo mundo desde 1998; falta atravessar o Canal da Mancha

Ex-paraquedista britânico iniciou a Goliath Expedition no extremo sul do Chile há quase 28 anos, atravessou o Estreito de Bering e até nadou 288 km pelo Mar Cáspio; agora, uma autorização para cruzar o Canal da Mancha virou o último grande problema.

Karl Bushby saiu de Punta Arenas, no Chile, em 1º de novembro de 1998, com o objetivo de chegar a pé à cidade natal de Hull, na Inglaterra, sem usar transporte para avançar pelo percurso. Em 30 de agosto de 2026, o registro oficial da Goliath Expedition contabilizava 49.110 km percorridos e cerca de 900 km restantes, mas o britânico de 57 anos ainda precisa resolver um obstáculo decisivo: como atravessar o Canal da Mancha sem quebrar as regras que manteve durante quase três décadas.

Principais informações:
  • Bushby começou a jornada em 1998 e segue duas regras centrais: não usar transporte para avançar e não voltar para casa antes de concluir o trajeto.
  • Ele atravessou a selva de Darién, caminhou sobre o gelo do Estreito de Bering e, em 2024, completou 288 km de natação pelo Mar Cáspio.
  • O Eurotunnel recusou seu pedido para atravessar a pé o túnel de serviço sob o Canal da Mancha; se não houver acordo, Bushby admite considerar a travessia a nado.

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Mapa histórico da rota planejada para a Goliath Expedition de Karl Bushby, do Chile à Inglaterra
Mapa histórico da Goliath Expedition mostra a rota planejada entre o extremo sul da América do Sul e a Inglaterra, passando pelo Estreito de Bering. Imagem: Notwist/Wikimedia Commons, produzida sobre mapa do CIA World Factbook e disponibilizada em domínio público.

Quem é Karl Bushby?

Karl Bushby é um explorador britânico e ex-paraquedista do Exército do Reino Unido, nascido em 30 de março de 1969, em Kingston upon Hull, no norte da Inglaterra.

Seu projeto ficou conhecido como Goliath Expedition. A ideia parece simples quando resumida em uma frase: sair do sul do Chile e voltar para casa usando apenas o próprio corpo para avançar.

Na prática, significava atravessar as Américas, alcançar o Alasca, passar da América do Norte para a Ásia pelo Estreito de Bering, atravessar a Rússia e outros países asiáticos, chegar à Europa e finalmente retornar à Inglaterra.

Ele esperava gastar uma fração do tempo que a expedição acabou consumindo. Guerras, vistos, dinheiro, fronteiras fechadas e uma pandemia transformaram o projeto em uma jornada de quase três décadas.

As duas regras que transformaram a viagem em um problema de 28 anos

O próprio site oficial de Bushby resume a expedição em duas regras:

  1. nenhum transporte pode ser usado para avançar ao longo da rota;
  2. ele não volta para casa até chegar lá seguindo o percurso.

Isso explica por que situações aparentemente simples, como pegar uma balsa entre França e Inglaterra, não resolvem o problema atual.

Uma viagem de avião ou barco até Hull poderia terminar em poucas horas. Para Bushby, porém, significaria abandonar justamente a condição que deu sentido aos milhares de quilômetros anteriores.

Onde Karl Bushby está agora?

A atualização oficial mais recente disponível antes desta matéria, datada de 30 de agosto de 2026, coloca Bushby no norte da Europa, avançando em direção ao Canal da Mancha.

O contador oficial registrava 49.110 km de percurso e estimava aproximadamente 900 km até o destino final.

Ele está, portanto, muito mais perto de Hull do que em qualquer momento desde que deixou o Chile. A distância física restante, entretanto, não é o único problema.

Entre a Europa continental e a Inglaterra está o Canal da Mancha.

O Canal da Mancha virou o último grande obstáculo

Bushby planejava chegar à região de Calais, na França, e atravessar para o Reino Unido por um dos túneis de serviço do complexo do Eurotunnel.

O túnel ferroviário liga a França à Inglaterra sob o Canal da Mancha, mas não é uma passagem aberta para pedestres.

Em junho de 2026, a Eurotunnel informou que havia analisado o pedido de Bushby e decidiu não autorizar a travessia.

A empresa alegou razões operacionais e de segurança. O túnel de serviço é parte do sistema de emergência e manutenção da infraestrutura ferroviária.

Segundo declaração da empresa reproduzida pela imprensa britânica, permitir a caminhada poderia exigir o fechamento da estrutura por cerca de 15 horas ou até mais tempo, afetando manutenção e protocolos de segurança.

Ele pode simplesmente atravessar de barco?

Poder, fisicamente, poderia. Mas isso quebraria a regra da expedição.

Uma balsa avançaria Bushby entre a França e o Reino Unido usando transporte, algo que ele se comprometeu a não fazer.

O ex-paraquedista pediu que a Eurotunnel reconsiderasse a decisão. Até a verificação desta matéria, não havia anúncio público de uma autorização para que ele percorresse o túnel de serviço a pé.

Caso a autorização continue negada, resta uma alternativa muito mais difícil.

Karl Bushby cogita atravessar o Canal da Mancha nadando

Depois da negativa do Eurotunnel, Bushby afirmou que está preparado para nadar pelo Canal da Mancha se isso for necessário.

A distância em linha reta entre os pontos mais próximos da França e da Inglaterra é relativamente pequena quando comparada aos quase 50 mil quilômetros já registrados na viagem, mas atravessar o canal a nado está longe de ser simples.

Correntes marítimas, temperatura da água, tráfego intenso de embarcações, condições meteorológicas e necessidade de autorizações tornam a operação tecnicamente complexa.

Por outro lado, Bushby já enfrentou uma travessia aquática muito maior.

Em 2024, ele nadou 288 km pelo Mar Cáspio

O Mar Cáspio não fazia parte do plano original.

Depois de atravessar a China e chegar à Ásia Central, Bushby precisava encontrar uma rota terrestre para continuar rumo à Europa.

O caminho passou a enfrentar sucessivos problemas geopolíticos. A passagem pelo Irã tornou-se complicada, a pandemia de Covid-19 fechou fronteiras e a alternativa de voltar a atravessar território russo tornou-se impraticável depois da invasão da Ucrânia.

A solução encontrada foi radical: atravessar o Mar Cáspio a nado entre o Cazaquistão e o Azerbaijão.

No verão de 2024, Bushby entrou na água acompanhado da exploradora Angela Maxwell e de nadadores do Azerbaijão, com apoio de embarcações e uma equipe marítima.

Foram aproximadamente:

  • 288 km de percurso;
  • 31 dias no mar;
  • mais de 132 horas efetivamente nadando.

A equipe realizava períodos de natação e utilizava embarcações para descanso e apoio. O barco não era empregado para adiantar o ponto da rota: as sessões eram retomadas preservando a continuidade do trajeto.

Quando Bushby chegou ao Azerbaijão, o maior obstáculo geográfico de sua fase asiática estava finalmente atrás dele.

O Estreito de Bering foi ainda mais extremo

Dezoito anos antes do Mar Cáspio, Bushby havia enfrentado provavelmente o trecho mais conhecido da Goliath Expedition.

Em março de 2006, ele e o aventureiro franco-americano Dimitri Kieffer partiram do Alasca sobre o gelo do Estreito de Bering em direção à Rússia.

O estreito tem aproximadamente 93 km em seu ponto de travessia citado pela expedição, mas andar sobre gelo marítimo não significa seguir em linha reta.

As placas de gelo se moviam com as correntes. Havia água aberta entre elas e, em determinados trechos, a dupla precisou entrar na água com equipamentos especiais.

Segundo o registro oficial da expedição, a rota em zigue-zague chegou a aproximadamente 240 km em 14 dias.

Os dois conseguiram alcançar o território russo.

E foram detidos praticamente assim que chegaram.

Depois de atravessar o Bering, Bushby foi detido na Rússia

O problema era burocrático e bastante peculiar: não existia exatamente um posto de imigração no local remoto da Sibéria onde um homem que acabara de atravessar o oceano congelado pudesse simplesmente carimbar o passaporte.

Bushby e Kieffer chegaram perto da vila de Uelen e foram detidos pelas autoridades russas por entrarem no país fora de um ponto oficial de entrada.

A situação ameaçou encerrar toda a expedição.

Uma deportação acompanhada de proibição prolongada de entrada na Rússia tornaria praticamente impossível manter a rota contínua até a Europa.

Depois de recursos e negociações diplomáticas, uma corte russa permitiu que Bushby continuasse. Reportagens da época apontaram envolvimento nos bastidores de autoridades britânicas e de Roman Abramovich, que então governava a região russa de Chukotka.

A Rússia ainda custaria anos à expedição

Resolver a detenção não resolveu a travessia da Rússia.

A região da Sibéria dependia de janelas climáticas muito específicas. No verão, rios e terrenos encharcados podiam bloquear o caminho. No inverno, o frio podia cair para dezenas de graus abaixo de zero.

Além disso, Bushby precisava conciliar a caminhada com os limites dos vistos russos.

A crise financeira internacional de 2008 também atingiu seus patrocinadores e deixou a expedição sem recursos para prosseguir durante períodos significativos.

Em 2012, surgiu outro problema: a Rússia negou um novo visto.

Ele caminhou 5.600 km na direção errada para conseguir um visto

A reação de Bushby à burocracia russa resume bem o tipo de pessoa envolvida nesta história.

Como não conseguia seguir pela Rússia, decidiu fazer uma caminhada de protesto nos Estados Unidos.

Partiu da região de Los Angeles e seguiu até Washington, onde fica a Embaixada da Rússia.

Foram cerca de 5.600 km caminhando na direção oposta ao destino final.

A caminhada funcionava como uma campanha pública para conseguir autorização para retomar a Goliath Expedition na Rússia.

Em 2014, ele conseguiu um novo visto.

Então voltou ao ponto em que havia interrompido a rota principal e continuou.

A selva de Darién quase encerrou tudo nos primeiros anos

Muito antes do gelo da Rússia, Bushby precisou atravessar o Darién Gap, região de selva entre Colômbia e Panamá onde a estrada Pan-Americana deixa de existir.

No início dos anos 2000, a situação era especialmente perigosa por causa da presença de guerrilhas, paramilitares e forças militares colombianas.

Segundo o relato mantido pela própria expedição, Bushby passou meses preparando a travessia e entrou na região em 2001.

Em determinados trechos, caminhou pela selva, atravessou áreas alagadas e utilizou rios para progredir com o próprio corpo.

Ele acabou chegando ao Panamá, mas novamente teve problemas com autoridades por atravessar uma região de fronteira sem os procedimentos normais de imigração.

Passou dias detido antes de poder continuar.

China, pandemia e guerras também mudaram o caminho

O mundo que Bushby atravessa em 2026 é bastante diferente daquele de 1998.

Na China, em 2018, sua passagem por Xinjiang ocorreu sob forte controle das autoridades. Segundo o relato oficial da expedição, equipamentos foram revistados, imagens foram confiscadas e ele chegou a ser colocado sob escolta.

Depois vieram as dificuldades para avançar pelo Irã e pelo Turcomenistão.

Quando algumas possibilidades começavam a se abrir em 2020, a pandemia de Covid-19 fechou fronteiras pelo mundo.

Mais tarde, a guerra entre Rússia e Ucrânia eliminou outra possível rota.

Foi essa combinação de acontecimentos que acabaria levando à decisão de nadar pelo Cáspio.

Ele finalmente chegou à Europa em 2025

Depois da travessia do Cáspio, Bushby saiu de Baku, no Azerbaijão, em novembro de 2024.

Caminhou pela Geórgia e pela Turquia e chegou a Istambul em abril de 2025.

Ali surgiu mais uma barreira: o Estreito de Bósforo separa a Ásia da Europa.

Desta vez, Bushby conseguiu uma autorização excepcional para atravessar a pé a Ponte dos Mártires de 15 de Julho, onde normalmente o trânsito de pedestres não é permitido.

Ao chegar ao outro lado, voltou ao continente europeu depois de décadas de viagem.

Uma viagem que começou com cerca de US$ 500

A grandiosidade atual da expedição contrasta com seu começo.

De acordo com o relato oficial, Bushby saiu de Punta Arenas em 1998 com aproximadamente US$ 500 e sem grandes patrocinadores.

Grande parte de seus equipamentos era transportada em um carrinho puxado por ele próprio.

Ao longo dos anos, a estrutura mudou. Vieram patrocinadores, equipes de apoio em etapas específicas, livros, entrevistas e ajuda de pessoas encontradas pelo caminho.

Mas a regra sobre avançar sem transporte permaneceu no centro do projeto.

Por que Karl Bushby demorou quase 28 anos?

Ele não passou 28 anos caminhando diariamente.

A expedição teve longas interrupções e esperas provocadas por problemas que iam muito além do esforço físico.

Alguns dos principais obstáculos da Goliath Expedition
Período Obstáculo
2001 Travessia da selva de Darién entre Colômbia e Panamá
2006 Estreito de Bering e detenção após a entrada na Rússia
2008 em diante Perda de patrocinadores durante a crise financeira e dificuldades logísticas
2012 a 2014 Negativa de visto russo e caminhada de protesto pelos Estados Unidos
2018 Restrições e forte vigilância durante a travessia da China
2019 a 2024 Problemas de fronteira, Covid-19 e mudanças geopolíticas bloquearam rotas terrestres
2024 Travessia de 288 km a nado pelo Mar Cáspio
2026 Eurotunnel nega pedido para atravessar o Canal da Mancha pelo túnel de serviço

A Goliath Expedition é uma volta ao mundo tradicional?

Não no sentido de sair de Hull, completar um círculo e retornar ao mesmo ponto.

Bushby escolheu começar em Punta Arenas, no extremo sul da América do Sul, e estabelecer uma linha contínua até sua casa na Inglaterra, passando pelas Américas, Estreito de Bering, Ásia e Europa.

A imprensa e o próprio projeto descrevem a façanha como uma tentativa de realizar uma jornada pedestre contínua ao redor do mundo. O elemento central é manter uma linha terrestre e aquática sem utilizar transporte para avançar.

Isso também diferencia a Goliath Expedition de outras voltas ao mundo a pé que utilizam voos ou barcos para ligar continentes e retomam a caminhada em outro ponto.

O que acontece se o Eurotunnel mantiver a proibição?

Esse é o ponto ainda não resolvido.

Em junho, a operadora deixou claro que considera a travessia a pé incompatível com as exigências de segurança e manutenção do túnel de serviço.

Bushby, por sua vez, pediu que o diálogo continue.

As informações atualizadas da própria Goliath Expedition ainda tratam o Canal da Mancha como o último grande obstáculo geográfico.

Se uma solução especial não for encontrada, a alternativa mencionada pelo explorador é nadar.

Depois de 288 km no Cáspio, parece estranho dizer que algumas dezenas de quilômetros de água são o problema. No Canal da Mancha, porém, a distância é apenas uma parte da dificuldade.

E depois de atravessar para a Inglaterra?

A jornada ainda não acaba na costa.

Bushby precisa caminhar pelo território britânico até Hull, em East Yorkshire.

Seu objetivo final não é uma praça, um monumento ou um recorde marcado por uma faixa de chegada.

É voltar para casa.

Em entrevistas recentes, sua mãe, Angela Bushby, disse que pretende esperá-lo em Hull, em vez de ir ao encontro do filho na costa. A brincadeira preparada para a chegada também combina com a duração absurda da viagem: depois do abraço, ela pretende perguntar algo próximo de “que horas são essas?”.

Quando Bushby saiu do Chile, em 1998, Bill Clinton era presidente dos Estados Unidos, a Wikipédia não existia e smartphones ainda pertenciam ao futuro. Se ele conseguir atravessar o Canal da Mancha e completar os quilômetros restantes, entrará pela porta de casa em um mundo bastante diferente daquele do qual partiu.

Perguntas frequentes sobre Karl Bushby

Quem é Karl Bushby?

Karl Bushby é um explorador britânico e ex-paraquedista nascido em Hull, na Inglaterra. Desde 1998, realiza a Goliath Expedition, uma tentativa de completar uma rota contínua pelo mundo sem utilizar transporte para avançar.

Quando Karl Bushby começou a caminhar?

Ele iniciou a expedição em 1º de novembro de 1998, partindo de Punta Arenas, no Chile.

Quantos quilômetros Karl Bushby já percorreu?

O site oficial registrava 49.110 km percorridos em 30 de agosto de 2026, com aproximadamente 900 km restantes. Números maiores encontrados em reportagens costumam se referir ao comprimento total planejado da expedição ou a diferentes formas de contabilizar desvios e etapas adicionais.

Ele realmente atravessou o Estreito de Bering a pé?

Sim. Em 2006, Karl Bushby e Dimitri Kieffer atravessaram o Bering entre Alasca e Rússia sobre gelo marítimo em movimento, com trechos de água. A rota levou 14 dias e foi muito maior que a distância direta do estreito por causa do deslocamento das placas de gelo.

Karl Bushby nadou pelo Mar Cáspio?

Sim. Em 2024, Bushby, Angela Maxwell e nadadores de apoio completaram uma travessia de 288 km entre Cazaquistão e Azerbaijão. Segundo a expedição, foram 31 dias e mais de 132 horas dentro da água.

Por que ele não pega um barco para chegar à Inglaterra?

Porque uma das regras da Goliath Expedition proíbe o uso de transporte para avançar pela rota. Pegar uma balsa entre França e Inglaterra contrariaria essa regra.

Karl Bushby vai atravessar o Canal da Mancha nadando?

A possibilidade existe, mas ainda não estava confirmada em 4 de setembro de 2026. Bushby inicialmente pediu autorização para atravessar a pé o túnel de serviço do Eurotunnel. A empresa negou o pedido por razões operacionais e de segurança, e o explorador afirmou que estaria preparado para nadar caso fosse necessário.

Quando Karl Bushby deve chegar a Hull?

A expectativa continua sendo concluir a expedição em 2026, mas não há uma data de chegada garantida. A definição depende principalmente da solução encontrada para cruzar o Canal da Mancha e das condições das etapas finais.

Fontes consultadas

Nota editorial: matéria verificada em 4 de setembro de 2026. A posição mais recente publicada pela equipe de Karl Bushby é de 30 de agosto e informa 49.110 km contabilizados e cerca de 900 km restantes. A travessia do Canal da Mancha permanece sem solução pública definitiva: a Eurotunnel recusou em junho o pedido para uso do túnel de serviço, mas Bushby continuava buscando uma alternativa. Distâncias históricas atribuídas à Goliath Expedition variam entre fontes porque algumas se referem à rota originalmente planejada e outras ao percurso efetivamente registrado.

Nota sobre a imagem: não foi localizada, durante a apuração, uma fotografia atual de Karl Bushby com licença livre claramente confirmada no Wikimedia Commons. Por isso, a matéria utiliza como imagem principal um mapa histórico da Goliath Expedition. O mapa é antigo e representa o planejamento geral da rota, não a localização exata do explorador em setembro de 2026.

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