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8 min de leitura
Nesta matéria
  1. Como ocorreu a morte do turista suíço?
  2. Quem era Bernhard Sutter?
  3. Como foi o resgate da idosa de 99 anos?
  4. A idosa já tinha experiência no Monte Fuji
  5. Por que a rota Fujinomiya exige atenção?
  6. Quais são os principais riscos físicos?
  7. Quais regras estão em vigor em 2026?
  8. Duas mortes na temporada de 2026
  9. Orientação das autoridades aos escaladores
  10. Perguntas frequentes
  11. Fontes consultadas

Montanhista suíço morre no Monte Fuji; idosa de 99 anos é resgatada após queda

Os dois casos ocorreram na rota Fujinomiya, a mais curta e uma das mais íngremes até o cume da montanha mais alta do Japão.

O suíço Bernhard Sutter, de 58 anos, morreu após perder a consciência durante uma subida ao Monte Fuji, no Japão, em 21 de julho de 2026. Quatro dias antes, equipes de emergência haviam resgatado a japonesa Tome Sagawa, de 99 anos, que caiu, sofreu dores na região lombar e ficou sem condições de caminhar.

Principais informações:
  • O suíço passou mal em um abrigo a cerca de 3.010 metros de altitude e morreu depois de ser levado ao hospital.
  • Tome Sagawa foi retirada da montanha após uma tentativa de subida iniciada dois dias antes; ela não corria risco de morte.
  • Os casos elevaram a atenção sobre exaustão, mal da altitude e limites físicos durante a temporada de escalada de 2026.

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Trecho superior, íngreme e rochoso da rota Fujinomiya no Monte Fuji
Trecho superior da rota Fujinomiya, onde ocorreram os dois casos. A fotografia é de 2024 e tem caráter ilustrativo. Foto: Alpsdake, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Como ocorreu a morte do turista suíço?

Bernhard Sutter subia o Monte Fuji com o filho pela rota Fujinomiya quando apresentou um problema de saúde. De acordo com relatos publicados no Japão e na Suíça, ele chegou a um abrigo próximo da nova sétima estação, a aproximadamente 3.010 metros, perdeu a consciência e recebeu atendimento com desfibrilador. O turista chegou a recuperar a respiração por um curto período, foi retirado da montanha e levado ao hospital, mas morreu. A causa médica exata não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem.

Quem era Bernhard Sutter?

Sutter era diretor-geral da Exit, organização suíça ligada à morte assistida. A instituição confirmou que ele sofreu uma emergência médica durante férias com a família no Japão e manifestou condolências à mulher e aos filhos. A função profissional da vítima não teve relação conhecida com o acidente.

Como foi o resgate da idosa de 99 anos?

Tome Sagawa iniciou a subida em 15 de julho pela quinta estação da rota Fujinomiya. Ela caiu ainda no primeiro dia e machucou a região lombar e os quadris, mas descansou em abrigos e tentou continuar. Na manhã de 17 de julho, uma acompanhante pediu socorro quando a idosa ficou impossibilitada de caminhar perto da antiga sétima estação, também a cerca de 3.010 metros. A equipe de resgate a carregou até a quinta estação e ela foi encaminhada a um hospital sem risco de morte.

A idosa já tinha experiência no Monte Fuji

Sagawa, moradora de Iwaki, na província de Fukushima, não era uma visitante sem experiência. Reportagens locais mostram que ela realiza subidas lentas e planejadas há vários anos, com pernoites em diferentes abrigos, e havia alcançado o cume em temporadas anteriores. A experiência, porém, não elimina os efeitos da idade, de uma queda, da menor concentração de oxigênio e do esforço acumulado.

Monte Fuji observado a partir da entrada da rota Fujinomiya, na província de Shizuoka
Monte Fuji visto da quinta estação da rota Fujinomiya. A subida começa em altitude elevada e continua até os 3.776 metros do cume. Foto: Alpsdake, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Por que a rota Fujinomiya exige atenção?

A Fujinomiya é a rota mais curta entre a quinta estação e o cume, mas também possui trechos íngremes, rochosos e compartilhados por quem sobe e desce. O ganho rápido de altitude pode dificultar a adaptação do organismo. A aparência turística do Monte Fuji não deve esconder que se trata de uma montanha de 3.776 metros, sujeita a vento, frio, chuva, quedas e mudanças bruscas de temperatura.

Quais são os principais riscos físicos?

O site oficial de escalada destaca mal da altitude, hipotermia, insolação e exaustão. Dor de cabeça, tontura, fraqueza, falta de apetite, náusea e vômito podem indicar dificuldade de adaptação à altitude. No verão, a base pode enfrentar calor extremo, enquanto o cume registra temperaturas de um dígito e sensação de inverno, especialmente de madrugada.

Riscos comuns durante a subida ao Monte Fuji
Risco Sinais de alerta Conduta recomendada
Mal da altitude Dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza e confusão Parar, descansar e descer se os sintomas não melhorarem
Exaustão Perda de força, dificuldade para andar e redução da atenção Não insistir no cume e procurar abrigo ou ajuda
Hipotermia Tremores, sonolência, fala lenta e marcha instável Trocar roupa molhada, aquecer-se e buscar atendimento
Insolação Tontura, suor intenso, cãibras, náusea e confusão Hidratar, reduzir esforço e proteger-se do sol
Quedas Dor, sangramento, incapacidade de apoiar o corpo Evitar movimentação forçada e acionar o resgate

Quais regras estão em vigor em 2026?

A temporada da rota Yoshida vai de 1º de julho a 10 de setembro. Em Shizuoka, Subashiri abriu em 1º de julho, enquanto Fujinomiya e Gotemba abriram em 10 de julho; as três fecham em 10 de setembro. A entrada custa 4.000 ienes por pessoa e por subida. Entre 14h e 3h, quem entra pelas rotas de Shizuoka precisa comprovar reserva em um abrigo, medida destinada a impedir a chamada “escalada-bala”, feita durante a noite sem descanso.

Regras principais da temporada de 2026
Regra Aplicação
Taxa de entrada 4.000 ienes por pessoa e por subida
Rota Yoshida 1º de julho a 10 de setembro
Rota Subashiri 1º de julho a 10 de setembro
Rotas Fujinomiya e Gotemba 10 de julho a 10 de setembro
Entrada entre 14h e 3h em Shizuoka Exige reserva em abrigo de montanha
Yoshida Limite diário de 4.000 pessoas, com exceções para hóspedes de abrigos

Duas mortes na temporada de 2026

A morte de Sutter foi a segunda desde a abertura oficial da temporada. Em 17 de julho, um japonês de 65 anos que participava de uma excursão morreu após cair e sofrer ferimento na cabeça entre a oitava e a nona estações da rota Fujinomiya. Em 2024, nove pessoas morreram no Monte Fuji durante a temporada; em 2025, não houve morte registrada, segundo os dados reproduzidos pela imprensa internacional.

Orientação das autoridades aos escaladores

A polícia recomenda que visitantes escolham um plano compatível com idade, experiência e condição física e interrompam a subida quando houver dúvida sobre saúde ou clima. O site oficial orienta permanecer de uma a duas horas na quinta estação para adaptação, caminhar devagar, beber líquidos, usar roupas em camadas e evitar subir sozinho quando não houver experiência. Em emergência, os números japoneses são 110 para a polícia e 119 para bombeiros e ambulância.

  • Reserve abrigo antes da viagem;
  • Durma adequadamente na noite anterior;
  • Não tente recuperar tempo acelerando a subida;
  • Use botas, roupa impermeável, proteção térmica e lanterna;
  • Leve água e alimentação suficientes;
  • Informe o roteiro a familiares ou responsáveis;
  • Desista do cume diante de tontura, dor, fraqueza ou mau tempo;
  • Não considere oxigênio em lata um substituto da descida.

Perguntas frequentes

Quem morreu durante a escalada no Monte Fuji?

Bernhard Sutter, turista suíço de 58 anos, perdeu a consciência durante a subida pela rota Fujinomiya em 21 de julho de 2026.

A causa da morte foi mal da altitude?

A causa exata não havia sido divulgada. Não é correto atribuir a morte ao mal da altitude sem confirmação médica.

Quem é a idosa de 99 anos resgatada?

Tome Sagawa é uma japonesa de Iwaki, na província de Fukushima, conhecida por realizar subidas prolongadas ao Monte Fuji.

Onde ela foi encontrada?

Perto da antiga sétima estação da rota Fujinomiya, a aproximadamente 3.010 metros.

Ela corre risco de morrer?

Não. As informações divulgadas indicaram que ela foi levada ao hospital sem risco de morte.

Qual é a altura do Monte Fuji?

O Monte Fuji tem 3.776 metros e é a montanha mais alta do Japão.

Quanto custa subir em 2026?

A taxa de entrada é de 4.000 ienes por pessoa e por subida nas rotas regulamentadas.

Quais são os principais riscos?

Mal da altitude, exaustão, queda, hipotermia, insolação, desidratação e mudanças rápidas do clima.

O que fazer ao sentir mal-estar?

Interromper a subida, descansar em local seguro e descer. Se não conseguir se mover, procure um abrigo e acione o resgate.

Fontes consultadas

Fontes originais: AFP, via CBS News, FNN Prime Online e site oficial de escalada do Monte Fuji.

Nota editorial: a matéria foi atualizada em 24 de julho de 2026. A causa médica da morte de Bernhard Sutter não havia sido oficialmente divulgada; por isso, o texto não atribui o caso ao mal da altitude ou a outra condição específica.

Nota sobre as imagens: as fotografias são ilustrativas e não registram os resgates. Ambas foram produzidas por Alpsdake e publicadas sob licença CC BY-SA 4.0.

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