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11 min de leitura
Nesta matéria
  1. O que se sabe sobre o 15º caso de sarampo em São Paulo?
  2. Ministério da Saúde ampliou a vacinação em três municípios
  3. O Ministério da Saúde confirmou 15 casos no Brasil?
  4. Existe transmissão local de sarampo em São Paulo?
  5. Por que o sarampo exige resposta rápida?
  6. Quais são os sintomas do sarampo?
  7. O que fazer diante de sintomas suspeitos?
  8. Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
  9. O que é a dose zero?
  10. A vacina contra o sarampo é segura?
  11. Cobertura vacinal está abaixo da meta em São Paulo
  12. Campanha de Multivacinação será realizada nos 645 municípios
  13. Perguntas frequentes
  14. Fontes consultadas

São Paulo confirma 15º caso de sarampo em 2026; criança de Guarulhos não era vacinada

Confirmação ocorre antes de campanha que oferecerá a vacina a pessoas de 6 meses a 59 anos em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo; Ministério da Saúde busca interromper a transmissão.

O estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira, , o 15º caso de sarampo registrado no território paulista neste ano. A paciente é uma criança de Guarulhos, na Região Metropolitana, sem histórico de vacinação contra a doença.

Principais informações:
  • O novo caso envolve uma criança de Guarulhos que não possuía histórico de vacinação contra o sarampo.
  • São Paulo contabiliza 12 casos na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
  • De 3 de agosto a 1º de setembro, pessoas de 6 meses a 59 anos poderão ser vacinadas nos três municípios, independentemente do histórico vacinal.

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Imagem colorizada de microscopia eletrônica mostrando uma partícula do vírus do sarampo
Imagem colorizada de microscopia eletrônica de uma partícula do vírus do sarampo. Imagem: CDC e Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, via Wikimedia Commons, disponível em domínio público nos Estados Unidos conforme a página do arquivo.

Nota sobre a imagem: trata-se de uma representação microscópica ilustrativa do vírus do sarampo, e não de material coletado da criança diagnosticada em Guarulhos.

O que se sabe sobre o 15º caso de sarampo em São Paulo?

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde confirmou que o novo registro envolve uma criança residente em Guarulhos. Informações complementares divulgadas pela imprensa indicam que a paciente tem entre um e dois anos.

A criança não possuía histórico de vacinação contra o sarampo. Até o fechamento desta matéria, o Governo de São Paulo não havia informado publicamente a condição clínica da paciente, a data de início dos sintomas, o local provável da exposição ou se existem outros casos suspeitos relacionados diretamente a ela.

Com a confirmação, os 15 casos paulistas de 2026 estão distribuídos da seguinte maneira:

Casos de sarampo confirmados no estado de São Paulo em 2026
Município Casos confirmados
São Paulo 12
São Bernardo do Campo 2
Guarulhos 1
Total no estado 15

O número representa um crescimento em relação a 2025, quando São Paulo registrou dois casos durante todo o ano. A confirmação de 15 ocorrências não significa, porém, que a doença esteja disseminada por todo o estado: os registros permanecem concentrados em três municípios da Região Metropolitana.

Ministério da Saúde ampliou a vacinação em três municípios

Antes da confirmação do 15º caso paulista, o Ministério da Saúde já havia recomendado uma estratégia ampliada de vacinação em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Entre e , a orientação é oferecer a vacina contra o sarampo para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que moram ou trabalham nesses municípios, independentemente do histórico vacinal.

Essa aplicação indiscriminada é uma medida temporária de resposta ao risco epidemiológico. Ela busca elevar rapidamente a quantidade de pessoas protegidas e interromper possíveis cadeias de transmissão.

Estratégia especial de vacinação contra o sarampo
Municípios São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo
Público Pessoas de 6 meses a 59 anos que moram ou trabalham nos três municípios
Período anunciado 3 de agosto a 1º de setembro de 2026
Histórico vacinal A vacinação será oferecida independentemente das doses anteriores
Onde procurar Unidades Básicas de Saúde e pontos definidos por cada prefeitura

A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os endereços e horários de atendimento podem variar, por isso o morador deve consultar a prefeitura ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

O Ministério da Saúde confirmou 15 casos no Brasil?

O dado de 15 casos refere-se ao estado de São Paulo e foi divulgado pelo governo estadual em 30 de julho.

Em sua atualização de 28 de julho, dois dias antes da nova confirmação, o Ministério da Saúde informava 14 casos no Brasil em 2026. Desse total, três registros do início do ano já estavam encerrados, enquanto 11 integravam o surto então ativo: nove no município de São Paulo e dois em São Bernardo do Campo.

Os dois números não devem ser comparados como se tivessem sido publicados simultaneamente. Eles possuem datas de corte diferentes, e as classificações podem ser alteradas à medida que exames e investigações epidemiológicas são concluídos.

Até o fechamento desta matéria, o painel nacional do Ministério da Saúde ainda não havia apresentado uma atualização consolidada posterior ao anúncio estadual do 15º caso. Portanto, não é correto calcular ou anunciar um novo total brasileiro sem a confirmação oficial da pasta.

Existe transmissão local de sarampo em São Paulo?

O Ministério da Saúde informou em 28 de julho que as ocorrências identificadas nos três municípios indicavam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus. As investigações dos casos que formavam o surto permaneciam em andamento e, naquele momento, a fonte específica de infecção continuava desconhecida.

A Região Metropolitana de São Paulo possui intensa circulação diária de pessoas e recebe elevado fluxo de viajantes nacionais e internacionais. Esse movimento facilita a entrada eventual do vírus quando uma pessoa infectada chega de um local com circulação de sarampo.

Um caso relacionado à importação não significa necessariamente que o paciente tenha viajado. A pessoa pode ter sido infectada no Brasil por alguém que trouxe o vírus de outro país.

O Brasil continua reconhecido como país livre da circulação endêmica do sarampo. Para preservar essa condição, as autoridades precisam identificar rapidamente os casos, monitorar contatos, realizar vacinação de bloqueio e interromper a transmissão antes que ela se mantenha continuamente no território nacional.

Por que o sarampo exige resposta rápida?

O sarampo é uma doença viral aguda e extremamente contagiosa. O vírus é transmitido pelo ar e por secreções respiratórias eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.

A transmissão pode acontecer antes mesmo de as manchas vermelhas se tornarem visíveis. Ambientes fechados, com pouca ventilação e grande circulação de pessoas aumentam a possibilidade de exposição.

Embora muitas pessoas se recuperem, o sarampo não deve ser tratado como uma doença infantil inofensiva. Ele pode provocar pneumonia, infecção no ouvido, encefalite, sequelas permanentes e morte.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente uma em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia. Entre uma e quatro a cada mil podem apresentar encefalite aguda, e uma a três a cada mil crianças doentes podem morrer em decorrência de complicações.

O risco de formas graves é maior entre crianças pequenas, especialmente bebês, pessoas desnutridas, gestantes e pacientes com comprometimento do sistema imunológico.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras infecções respiratórias. Os principais sinais informados pelo Ministério da Saúde são:

  • febre alta, geralmente acima de 38,5 °C;
  • tosse seca;
  • coriza;
  • olhos vermelhos ou conjuntivite;
  • mal-estar intenso;
  • manchas vermelhas que costumam começar no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.

As manchas geralmente aparecem entre três e cinco dias depois do início dos primeiros sintomas. A persistência da febre após o aparecimento das manchas é um sinal de alerta, principalmente em crianças menores de cinco anos.

O que fazer diante de sintomas suspeitos?

  1. Evite contato com outras pessoas, especialmente bebês, gestantes, idosos e pessoas imunossuprimidas.
  2. Avise a unidade de saúde antes de chegar, quando for possível, para que o serviço adote medidas destinadas a reduzir a exposição de outros pacientes.
  3. Procure atendimento médico e informe os sintomas, a data em que começaram, o município de residência e eventuais viagens ou contatos com pessoas doentes.
  4. Não envie a criança à escola, creche ou atividade coletiva enquanto houver suspeita e até receber orientação da vigilância ou do profissional de saúde.
  5. Não tome antibióticos ou outros medicamentos por conta própria. Antibióticos não combatem o vírus do sarampo.

O diagnóstico ideal é laboratorial, realizado com amostras de sangue, secreção respiratória e, em determinadas situações, urina. A avaliação médica é necessária porque outras doenças também podem causar febre e manchas na pele.

Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?

Fora da estratégia temporária adotada em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, o Calendário Nacional de Vacinação prevê o seguinte esquema de rotina:

Vacinação de rotina contra o sarampo no SUS
Grupo Orientação geral
Crianças aos 12 meses Primeira dose da vacina tríplice viral
Crianças aos 15 meses Segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral
Pessoas de 1 a 29 anos Duas doses, quando não houver comprovação de esquema completo
Pessoas de 30 a 59 anos Ao menos uma dose, quando não houver comprovação
Trabalhadores da saúde Duas doses, independentemente da idade

Quem tem a carteira incompleta deve procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação. Não é necessário tentar reconstruir o esquema por conta própria: a equipe verifica a idade, as doses registradas e a estratégia vigente no município.

O que é a dose zero?

A chamada dose zero é uma aplicação adicional da vacina tríplice viral oferecida a bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias em locais com circulação do vírus ou risco elevado de transmissão.

Ela recebe esse nome porque é aplicada antes da idade prevista no calendário de rotina. A dose zero não substitui as doses posteriores: mesmo vacinada antecipadamente, a criança deverá receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Nos três municípios abrangidos pela estratégia de agosto, as crianças dessa faixa etária estão incluídas na vacinação ampliada.

A vacina contra o sarampo é segura?

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Ela é utilizada há décadas e constitui a principal forma de impedir casos, complicações e mortes.

As reações mais frequentes são dor e vermelhidão no local da aplicação, febre e, eventualmente, pequenas manchas na pele. Reações graves de hipersensibilidade são raras.

A vacina tríplice viral contém vírus vivos atenuados e é contraindicada durante a gestação. Gestantes com esquema incompleto devem ser orientadas a receber a vacina depois do parto.

Pessoas com imunossupressão, histórico de reação alérgica grave ou outras condições clínicas específicas devem passar por avaliação profissional antes da aplicação. Isso não significa que devam abandonar a vacinação, mas que a indicação precisa considerar sua condição individual.

Cobertura vacinal está abaixo da meta em São Paulo

Dados preliminares divulgados pelo Governo de São Paulo indicam que, em 2026, a cobertura estadual chegou a 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda da vacina tríplice viral.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada dose. A diferença é importante porque o sarampo se espalha com muita facilidade e encontra espaço principalmente entre grupos de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto.

Cobertura preliminar da tríplice viral em São Paulo em 2026
Dose Cobertura preliminar Meta
Primeira dose 77,5% 95%
Segunda dose 65,5% 95%

Esses percentuais são preliminares e podem mudar com a consolidação das aplicações nos sistemas de informação. Mesmo assim, mostram uma quantidade relevante de crianças sem proteção completa.

Campanha de Multivacinação será realizada nos 645 municípios

A partir de 3 de agosto, o Governo de São Paulo também realizará uma Campanha de Multivacinação em todos os 645 municípios paulistas. A mobilização geral será destinada a crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Pais e responsáveis deverão levar a caderneta de vacinação para que as equipes confiram quais imunizantes estão atrasados. Além da tríplice viral, estarão disponíveis vacinas contra doenças como poliomielite, hepatites, meningites, febre amarela, influenza, Covid-19, varicela e HPV, conforme a idade e as indicações do calendário.

A vacinação indiscriminada de pessoas até 59 anos contra o sarampo, entretanto, é uma estratégia adicional restrita à capital paulista, a Guarulhos e a São Bernardo do Campo.

Perguntas frequentes

Onde ocorreu o 15º caso de sarampo em São Paulo?

O caso foi registrado em Guarulhos, na Região Metropolitana. A paciente é uma criança sem histórico de vacinação contra a doença.

Quantos casos de sarampo São Paulo registrou em 2026?

Até 30 de julho, o estado havia confirmado 15 casos: 12 no município de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

Esses 15 casos representam o total do Brasil?

Não. O número divulgado em 30 de julho refere-se ao estado de São Paulo. O Ministério da Saúde havia informado 14 casos nacionais em uma atualização anterior, de 28 de julho, antes da nova confirmação estadual.

Quem poderá tomar a vacina na campanha especial?

Pessoas de 6 meses a 59 anos que moram ou trabalham em São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo poderão ser vacinadas entre 3 de agosto e 1º de setembro, independentemente do histórico vacinal.

A dose zero substitui a vacina dos 12 meses?

Não. O bebê que receber a dose zero antes de completar um ano deverá tomar normalmente as doses previstas aos 12 e aos 15 meses.

Quais são os sintomas mais comuns?

Febre alta, tosse, coriza, conjuntivite, mal-estar intenso e manchas vermelhas que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo.

O sarampo pode matar?

Sim. Embora a maioria dos pacientes se recupere, a doença pode causar pneumonia, encefalite, sequelas e morte, principalmente em crianças pequenas e pessoas vulneráveis.

A vacina contra o sarampo é gratuita?

Sim. A tríplice viral é oferecida gratuitamente pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde e nos pontos de vacinação organizados pelos municípios.

Gestantes podem tomar a tríplice viral?

Não. A vacina é contraindicada durante a gestação. Mulheres com esquema incompleto devem procurar orientação e receber a dose indicada no período posterior ao parto.

Fontes consultadas

Esta matéria foi apurada em 30 de julho de 2026 com base nas atualizações do Governo de São Paulo e do Ministério da Saúde. O total estadual de 15 casos foi divulgado depois da atualização federal de 28 de julho, que ainda indicava 14 casos no país; por isso, o texto não presume um novo total nacional sem confirmação do Ministério. Dados sobre casos, investigações, vacinação e cobertura podem ser atualizados pelas autoridades sanitárias. As orientações apresentadas são gerais e não substituem avaliação médica.

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