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14 min de leitura
Nesta matéria
  1. Quais foram as novas revelações sobre Lulinha e o Careca do INSS?
  2. Como funcionaria o negócio de R$ 1 bilhão no Ministério da Saúde?
  3. O que seria a minuta do termo de referência?
  4. Mensagens indicariam visita do Careca do INSS ao ministério
  5. O negócio de testes é diferente do projeto de cannabis medicinal
  6. O que se sabe sobre a suposta “mesada” de R$ 300 mil?
  7. Viagens internacionais são apontadas como indício de proximidade
  8. O que está confirmado e o que continua sendo acusação?
  9. Lulinha é investigado em três inquéritos da Polícia Federal
  10. Qual é a posição da defesa de Lulinha?
  11. A testemunha afirma ter sido ameaçada pelo Careca do INSS
  12. Por que dizer que foram “revelações do Careca do INSS” é impreciso?
  13. O que aconteceu com a CPMI do INSS?
  14. Perguntas frequentes sobre Lulinha e o Careca do INSS
  15. Fontes consultadas

Testemunha do caso Careca do INSS cita Lulinha em contrato de R$ 1 bilhão e suposta comissão de R$ 25 milhões

Edson Claro afirma ter entregado à Polícia Federal mensagens, planilhas e uma minuta relacionada à venda de testes rápidos ao Ministério da Saúde; defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega pagamentos e irregularidades.

Edson Claro Medeiros Júnior, ex-diretor de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, afirmou ter relatado à Polícia Federal que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, receberia uma comissão de R$ 25 milhões em um negócio de testes rápidos estimado em mais de R$ 1 bilhão. As declarações foram detalhadas em reportagem publicada pela revista Veja em 8 de agosto de 2026, mas o suposto pagamento não foi comprovado publicamente e é negado pela defesa do filho do presidente Lula.

Principais informações:
  • Edson Claro diz que o Careca do INSS lhe contou que Lulinha receberia R$ 25 milhões caso fosse concretizada uma venda de testes rápidos de dengue e zika ao Ministério da Saúde.
  • A testemunha afirma ter entregado à PF mensagens, planilhas e uma minuta de termo de referência, mas os documentos completos não estão disponíveis publicamente.
  • Lulinha é investigado em três inquéritos por suspeitas de tráfico de influência, porém não existe denúncia ou condenação e sua defesa nega relação com os desvios do INSS.

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Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, durante depoimento à CPMI do INSS
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, durante depoimento à CPMI em 25 de setembro de 2025. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Nota sobre a imagem: a fotografia mostra o Careca do INSS em uma reunião pública da CPMI, mas não registra os encontros, pagamentos ou negociações mencionados pela testemunha.

Quais foram as novas revelações sobre Lulinha e o Careca do INSS?

Edson Claro foi diretor comercial e executivo da World Cannabis, empresa controlada pelo Careca do INSS e pelo filho dele, Romeu Carvalho Antunes. Depois de romper com o grupo, passou a prestar depoimentos à Polícia Federal e se tornou uma das principais testemunhas das investigações.

À Veja, Claro afirmou ter prestado um depoimento inicial de aproximadamente 12 horas e outros sete depoimentos que, somados, ultrapassariam 80 horas. Segundo ele, foram entregues mensagens, fotografias, planilhas, diálogos de celular e documentos relacionados aos negócios do ex-chefe.

As informações mais recentes acrescentam detalhes a acusações que começaram a ser divulgadas em dezembro de 2025:

  • uma suposta comissão de R$ 25 milhões destinada a Lulinha;
  • uma negociação de aproximadamente R$ 1,08 bilhão para fornecer testes rápidos de dengue e zika ao Ministério da Saúde;
  • uma minuta de termo de referência que, segundo Claro, teria sido preparada no escritório da World Cannabis;
  • mensagens de um grupo de WhatsApp criado para tratar da venda dos testes;
  • viagens de Lulinha e do Careca do INSS a Portugal, Alemanha, Suíça e Espanha;
  • supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil, descritos pela testemunha como “mesada”.

Esses pontos constituem declarações da testemunha e linhas de investigação, não fatos definitivamente provados. Parte dos documentos permanece em inquéritos sigilosos, impedindo uma verificação pública e independente de todo o material.

Como funcionaria o negócio de R$ 1 bilhão no Ministério da Saúde?

De acordo com Edson Claro, o Careca do INSS tentou intermediar a venda de testes rápidos para identificação de dengue e zika ao Ministério da Saúde. A fornecedora seria a Hello Medical Japan, enquanto a World Cannabis conduziria as tratativas em Brasília.

A Veja informou que a proposta alcançava aproximadamente R$ 1,08 bilhão. Desse total, cerca de R$ 577 milhões corresponderiam aos custos do fornecimento. O restante seria dividido entre intermediários e outros participantes, segundo a versão apresentada por Claro.

A testemunha afirmou que o Careca do INSS lhe disse que Lulinha receberia R$ 25 milhões por supostamente abrir portas no governo e ajudar a viabilizar a contratação.

A frase precisa ser interpretada com rigor: Claro não afirmou ter presenciado pessoalmente a entrega dos R$ 25 milhões. Ele disse ter ouvido do Careca do INSS que a comissão seria paga. Também não foi apresentado publicamente um comprovante bancário que demonstre a transferência desse valor a Lulinha.

A Hello Medical confirmou à Veja que houve tratativas para o fornecimento dos testes e que a World Cannabis era responsável pelas negociações em Brasília. O representante ouvido, contudo, declarou não se lembrar dos detalhes.

Até a verificação desta matéria, não havia confirmação de que o contrato foi assinado, de que os testes foram comprados ou de que o Ministério da Saúde efetuou pagamento relacionado ao projeto.

O que seria a minuta do termo de referência?

Edson Claro afirma ter entregue à Polícia Federal uma minuta de “Termo de Referência”, documento que normalmente descreve a necessidade da contratação, quantidades, especificações, obrigações do fornecedor, critérios de seleção e estimativa de custos.

Segundo a testemunha, embora o documento devesse fundamentar uma possível compra pública, sua elaboração teria ocorrido no escritório da World Cannabis, empresa interessada na negociação.

Se confirmado, o fato exigirá que os investigadores esclareçam quem elaborou cada trecho, quais servidores tiveram acesso ao material e se o documento chegou a ser adotado oficialmente pelo Ministério da Saúde.

A existência de uma minuta fora do órgão público pode indicar participação do setor interessado na preparação da proposta, mas não prova, isoladamente, corrupção, direcionamento de contratação ou pagamento de vantagem indevida.

Mensagens indicariam visita do Careca do INSS ao ministério

A reportagem informa que Antônio Carlos Camilo Antunes administrava um grupo de WhatsApp chamado “Teste Rápido”. Em 13 de janeiro de 2025, ele teria publicado uma mensagem acompanhada de localização, informando que já estava no Ministério da Saúde.

As coordenadas apontariam para o gabinete então ocupado pela ministra Nísia Trindade. Segundo a Veja, a reunião relacionada ao assunto teria sido conduzida por Swedenberger Barbosa, que exercia o cargo de secretário-executivo da pasta.

O Ministério da Saúde respondeu que gestores públicos recebem representantes de diferentes setores. A ocorrência de uma reunião, portanto, não demonstra por si mesma que houve favorecimento ou contratação irregular.

Os investigadores precisarão confrontar agenda oficial, registros de entrada, mensagens, documentos administrativos e eventuais depoimentos dos servidores presentes para determinar o conteúdo e o resultado do encontro.

O negócio de testes é diferente do projeto de cannabis medicinal

Dois projetos mencionados nas investigações envolvem o Ministério da Saúde, mas não devem ser confundidos.

Negócios atribuídos ao grupo do Careca do INSS
Projeto Objetivo alegado Situação conhecida
Testes rápidos Fornecer testes para dengue e zika por aproximadamente R$ 1,08 bilhão Tratativas confirmadas pela fornecedora, mas sem contrato ou pagamento público confirmado
Cannabis medicinal Abrir mercado para medicamentos à base de canabidiol no Sistema Único de Saúde Alvo de inquérito por suspeita de tráfico de influência; o Ministério da Saúde afirma nunca ter contratado a World Cannabis

O primeiro inquérito recente autorizado pelo Supremo Tribunal Federal investiga principalmente a possível atuação de Lulinha em favor dos negócios de cannabis medicinal. O relato sobre os testes rápidos apresenta outra possível empreitada, cuja eventual incorporação ao mesmo inquérito ainda não foi esclarecida publicamente.

O que se sabe sobre a suposta “mesada” de R$ 300 mil?

Edson Claro também afirmou que Lulinha receberia pagamentos mensais de aproximadamente R$ 300 mil. Segundo o relato, os valores teriam sido intermediados pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e pela publicitária Danielle Fonteles, residente em Portugal.

Investigações anteriores identificaram cinco transferências de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão, de uma empresa ligada ao Careca do INSS para a consultoria de Roberta Luchsinger.

Em uma mensagem citada em requerimento da CPMI, o Careca teria respondido que um pagamento era destinado ao “filho do rapaz”. A Polícia Federal passou a investigar se a expressão fazia referência a Fábio Luís Lula da Silva.

Essa interpretação ainda precisa ser comprovada. A mensagem não apresenta o nome completo de Lulinha e a transferência identificada tinha como destinatária formal a empresa de Roberta.

Roberta afirmou que o dinheiro correspondia a serviços de consultoria no mercado de cannabis medicinal e negou ter repassado recursos ao filho do presidente. Aline Bárbara, ex-secretária do Careca do INSS, também declarou à CPMI que não comprou passagens nem entregou valores em espécie a Lulinha.

A defesa de Fábio Luís nega que ele tenha recebido a suposta mesada ou qualquer vantagem proveniente das fraudes investigadas.

Viagens internacionais são apontadas como indício de proximidade

Claro declarou que Lulinha viajou com o Careca do INSS para Portugal, Alemanha, Suíça e Espanha a fim de discutir negócios. Entre essas viagens, a ida a Portugal possui confirmação documental mais consistente.

Documentos citados em requerimento da CPMI indicam que Fábio Luís e Antônio Carlos Camilo Antunes embarcaram no mesmo voo da Latam de Guarulhos para Lisboa, em 8 de novembro de 2024, ocupando assentos próximos na classe executiva.

A defesa de Lulinha reconheceu que ele viajou a Portugal para visitar instalações relacionadas à produção de cannabis medicinal. Segundo os advogados, o convite não resultou em sociedade, investimento ou participação em empresa.

Viajar com uma pessoa investigada não constitui crime. A relevância do episódio depende de quem pagou as despesas, do objetivo efetivo da viagem, dos participantes das reuniões e da existência de uma contrapartida junto ao governo.

O que está confirmado e o que continua sendo acusação?

Situação das principais informações envolvendo Lulinha
Informação Situação em 9 de agosto de 2026
Edson Claro prestou depoimentos à PF Confirmado por diferentes fontes e documentos da CPMI
Careca do INSS e Lulinha viajaram a Portugal Confirmado por registros citados nas investigações e admitido pela defesa
Empresas ligadas ao Careca transferiram R$ 1,5 milhão à consultoria de Roberta Luchsinger Movimentação identificada pela investigação; destinação final continua sob apuração
Lulinha recebeu R$ 300 mil por mês Alegação de Edson Claro; negada pelos citados e sem comprovação pública definitiva
Lulinha recebeu ou receberia R$ 25 milhões Relato indireto atribuído ao Careca do INSS; não há comprovante público do pagamento
Houve negociação de testes rápidos de aproximadamente R$ 1,08 bilhão Tratativas confirmadas pela fornecedora; contratação e pagamento não foram confirmados
Lulinha participou das fraudes nos descontos de aposentadorias Não está comprovado; sua defesa afirma que ele não teve relação com os desvios do INSS
Lulinha cometeu tráfico de influência Suspeita investigada em inquéritos; não existe denúncia ou condenação

Lulinha é investigado em três inquéritos da Polícia Federal

Entre 30 de julho e 4 de agosto de 2026, o Supremo Tribunal Federal autorizou três investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva.

  1. Negócios de cannabis medicinal: investiga se Lulinha favoreceu interesses do Careca do INSS e da World Cannabis no Ministério da Saúde. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça.
  2. Possíveis contratos na Dataprev: apura se o filho do presidente atuou em favor de um empresário interessado em negociar com a empresa pública de tecnologia. Também está sob relatoria de Mendonça.
  3. Empresas parceiras e contatos no governo: investiga outra possível frente de tráfico de influência relacionada a empresas próximas de Lulinha. O procedimento ficou sob relatoria do ministro Flávio Dino.

A abertura de um inquérito significa que a polícia recebeu autorização para reunir documentos, ouvir pessoas e testar as hipóteses apresentadas. Não equivale a indiciamento, denúncia ou condenação.

Ao final das diligências, a Polícia Federal poderá concluir pela existência ou ausência de elementos para indiciamento. Caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar se oferece denúncia, pede novas providências ou solicita o arquivamento.

Qual é a posição da defesa de Lulinha?

Os advogados de Fábio Luís Lula da Silva negam que ele tenha atuado no governo para beneficiar empresas, recebido pagamentos do Careca do INSS ou participado do esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

A defesa classifica a abertura de investigações separadas como uma possível “pesca probatória”, expressão usada quando se considera que uma apuração foi aberta de maneira excessivamente ampla para procurar indícios ainda não delimitados.

Segundo os defensores, o fato de as suspeitas sobre cannabis, Dataprev e outros negócios terem sido separadas da apuração principal demonstraria que não foi encontrada ligação de Lulinha com as fraudes previdenciárias.

O Ministério da Saúde declarou que nunca firmou contrato com a World Cannabis ou com seus acionistas e que não realizou repasses públicos à empresa. A Dataprev também negou possuir contrato com a empresa 3Structure IT, citada em uma das linhas de investigação.

O presidente Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho e que Fábio Luís deverá responder às investigações como qualquer outra pessoa.

A testemunha afirma ter sido ameaçada pelo Careca do INSS

Edson Claro declarou que, antes de ser preso, Antônio Carlos Camilo Antunes exigiu a entrega de celulares, computadores e outros dispositivos que conteriam informações sobre seus negócios.

Segundo Claro, o ex-chefe teria ameaçado atirar contra ele caso revelasse o conteúdo dos aparelhos. A suspeita de intimidação de uma potencial testemunha foi utilizada como um dos fundamentos para a prisão preventiva do Careca do INSS, em setembro de 2025.

A Veja informou que Claro continuava recebendo ligações procedentes dos Estados Unidos, Paraguai e interior de São Paulo. Em uma delas, teria sido advertido de que estava “falando muito”. A tentativa da CPMI de incluí-lo em um programa de proteção não teria avançado.

O Careca do INSS nega ter feito ameaça de morte. Em depoimento por escrito, afirmou que o conflito ocorreu porque tentava recuperar uma BMW e um Porsche registrados em nome de uma de suas empresas.

Antunes acusou o ex-diretor de condicionar a devolução dos veículos ao pagamento de R$ 2 milhões e à transferência da World Cannabis. Claro não respondeu publicamente a essa acusação quando procurado pelo UOL.

A disputa entre os dois não invalida automaticamente as informações entregues por Claro, mas reforça a necessidade de que cada declaração seja confrontada com documentos, registros bancários, mensagens originais e depoimentos independentes.

Por que dizer que foram “revelações do Careca do INSS” é impreciso?

As novas informações não foram apresentadas diretamente pelo Careca do INSS como confissão. Elas foram relatadas por Edson Claro, que afirma ter ouvido parte das informações do ex-chefe e presenciado outras atividades empresariais.

O mais correto é descrevê-las como revelações da testemunha do caso Careca do INSS. Antunes não confirmou pagamentos a Lulinha e sua defesa sustenta que ele é inocente das acusações investigadas.

Também seria incorreto afirmar que Lulinha já foi responsabilizado pelo dinheiro retirado de aposentados. As investigações atuais procuram esclarecer principalmente se ele usou sua proximidade familiar com o presidente para favorecer interesses privados em órgãos federais.

O que aconteceu com a CPMI do INSS?

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito encerrou seus trabalhos em 28 de março de 2026 sem aprovar um relatório final.

O parecer elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Lulinha, o Careca do INSS, empresários, parlamentares e ex-integrantes de diferentes governos.

O texto foi rejeitado por 19 votos a 12. Um relatório alternativo apresentado por integrantes da base governista não chegou a ser votado.

Portanto, a CPMI não produziu uma conclusão institucional aprovada sobre a responsabilidade de Fábio Luís. A rejeição do parecer também não encerrou os inquéritos conduzidos pela Polícia Federal, que seguem caminhos independentes.

Perguntas frequentes sobre Lulinha e o Careca do INSS

Quem fez as novas revelações?

As declarações partiram de Edson Claro Medeiros Júnior, ex-diretor da World Cannabis e ex-funcionário do Careca do INSS. Ele afirma ter prestado mais de 80 horas de depoimentos à Polícia Federal.

Lulinha recebeu comprovadamente R$ 25 milhões?

Não. Edson Claro diz ter ouvido do Careca do INSS que o valor seria pago como comissão. Não existe comprovante bancário público que demonstre a transferência dos R$ 25 milhões.

O contrato de R$ 1 bilhão chegou a ser assinado?

Não há confirmação pública de contrato assinado ou pagamento realizado. A fornecedora confirmou que existiram tratativas, mas o projeto teria sido interrompido após a Operação Sem Desconto.

Lulinha é acusado de retirar dinheiro diretamente dos aposentados?

As investigações recentes concentram-se em suspeitas de tráfico de influência em negócios privados relacionados a pessoas alcançadas pela Operação Sem Desconto. A participação direta de Lulinha nos descontos fraudulentos não foi comprovada.

Quantos inquéritos investigam Lulinha?

Até 9 de agosto de 2026, três inquéritos autorizados pelo STF investigavam suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente.

A defesa de Lulinha admite relação com o Careca do INSS?

A defesa reconhece que os dois viajaram a Portugal para conhecer um negócio de cannabis medicinal, mas nega sociedade, pagamentos, influência indevida ou participação nas fraudes previdenciárias.

O relatório da CPMI indiciou Lulinha?

Não como conclusão oficial da comissão. O relator propôs o indiciamento, mas seu parecer foi rejeitado por 19 votos a 12, e a CPMI terminou sem relatório final aprovado.

O Careca do INSS confirmou as declarações de Edson Claro?

Não. Antunes nega irregularidades e também nega ter ameaçado o ex-diretor. Sua versão é que houve uma disputa envolvendo veículos pertencentes a suas empresas.

Fontes consultadas

Nota editorial: matéria apurada e verificada em 9 de agosto de 2026 com reportagens que tiveram acesso aos depoimentos, documentos públicos da CPMI, manifestações das defesas e informações sobre os inquéritos autorizados pelo STF. Parte relevante dos procedimentos da Polícia Federal tramita sob sigilo. As declarações atribuídas a Edson Claro foram apresentadas como alegações e não como crimes comprovados. A abertura de inquérito não implica culpa, e não havia denúncia ou condenação contra Fábio Luís Lula da Silva relacionada a esses fatos até a data de publicação.

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