Vacinação contra a gripe em 2026: quem pode tomar, calendário, doses e composição
Campanha começou em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste; crianças menores de 6 anos, gestantes e idosos têm oferta de rotina no SUS.
A vacinação contra a gripe em 2026 começou em nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais têm a vacina disponível durante todo o ano no Sistema Único de Saúde (SUS); para os demais públicos, a oferta depende da estratégia e do estoque de cada município.
- A vacina do SUS é trivalente e protege contra dois vírus influenza A — H1N1 e H3N2 — e um vírus influenza B da linhagem Victoria.
- Crianças menores de 9 anos vacinadas pela primeira vez precisam de duas doses, com intervalo de 30 dias; quem já recebeu vacina da gripe anteriormente toma uma dose anual.
- Em diversas cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Goiânia, a vacinação foi liberada para toda a população a partir de 6 meses, enquanto houver doses.
Quando começou a vacinação contra a gripe em 2026?
A estratégia nacional começou oficialmente em 28 de março de 2026 nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A mesma data foi escolhida para o Dia D de mobilização. O período concentrado da campanha para os grupos prioritários terminou em 30 de maio, mas isso não significa que a vacinação tenha acabado em todo o País.
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais passaram a integrar o Calendário Nacional de Vacinação de rotina. Para esses três grupos, o Ministério da Saúde orienta que estados e municípios mantenham estoque ao longo do ano.
A vacina ainda está disponível em julho?
Sim, especialmente para os públicos incluídos na vacinação de rotina. Para as demais pessoas, a situação varia conforme a cidade e a quantidade de doses disponíveis.
O Rio de Janeiro prorrogou a campanha e permite a vacinação de todas as pessoas a partir dos 6 meses. São Paulo liberou o imunizante para o público geral em 18 de maio. Curitiba ampliou o atendimento em 29 de junho, e Goiânia também informa oferta para toda a população.
Como a liberação depende da gestão local e do estoque, o interessado deve consultar o site da prefeitura ou telefonar para a Unidade Básica de Saúde antes de se deslocar.
Por que o calendário da região Norte é diferente?
A região Norte recebe a campanha no fim do ano, em razão do início do chamado inverno amazônico e do padrão diferente de circulação dos vírus respiratórios. Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins utilizam a formulação indicada para o Hemisfério Norte.
O restante do País utiliza a formulação do Hemisfério Sul no primeiro semestre. Essa divisão procura fazer com que a proteção esteja mais alta antes do período de maior circulação da influenza em cada região.
Quem tem direito à vacina pelo SUS durante todo o ano?
| Grupo | Regra em 2026 |
|---|---|
| Crianças | De 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias |
| Gestantes | Em qualquer idade gestacional |
| Idosos | Pessoas com 60 anos ou mais |
Esses grupos apresentam maior risco de complicações, internação ou morte provocadas pela influenza. A meta nacional é vacinar ao menos 90% das crianças, gestantes e idosos.
Quais são os demais grupos prioritários?
Além dos públicos de rotina, a estratégia especial de 2026 inclui:
- puérperas até 45 dias após o parto;
- povos indígenas a partir dos 6 meses;
- população quilombola;
- pessoas em situação de rua;
- trabalhadores da saúde, inclusive equipes de apoio e cuidadores;
- professores do ensino básico e superior;
- profissionais das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas;
- pessoas com deficiência permanente;
- caminhoneiros;
- motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário;
- trabalhadores portuários e dos Correios;
- população privada de liberdade e servidores do sistema prisional;
- adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
- pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais.
Quais doenças e condições dão prioridade?
O Ministério da Saúde inclui doenças respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas e neurológicas crônicas, diabetes em tratamento, imunossupressão, obesidade grave com índice de massa corporal igual ou superior a 40, transplante de órgãos ou medula e síndromes cromossômicas, como a síndrome de Down.
A relação é detalhada e pode exigir receita, relatório médico ou documento que comprove a condição. O paciente deve consultar a unidade de saúde sobre a documentação necessária.
Qual é a composição da vacina da gripe de 2026?
A vacina trivalente usada pelo SUS nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste contém fragmentos inativados de três vírus selecionados conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde:
- A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09;
- A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2);
- B/Austria/1359417/2021, da linhagem Victoria.
A formulação precisa ser atualizada anualmente porque os vírus influenza acumulam mutações e as variantes predominantes podem mudar de uma temporada para outra.
A vacina do SUS é trivalente ou quadrivalente?
O imunizante fornecido pelo SUS em 2026 é trivalente. Ele protege contra os três grupos de vírus considerados mais relevantes para a temporada.
Clínicas privadas podem oferecer vacinas quadrivalentes, que acrescentam uma cepa da linhagem B/Yamagata, além de apresentações desenvolvidas para determinados públicos. A Anvisa informou que a Organização Mundial da Saúde recomenda abandonar gradualmente as versões quadrivalentes a partir de 2027 porque a linhagem B/Yamagata não tem circulação natural confirmada desde 2020.
A vacina trivalente do SUS não deve ser tratada como inferior ou incompleta: ela segue a composição recomendada para a campanha nacional.
Por que é preciso tomar a vacina todos os anos?
A vacinação anual é necessária porque a proteção diminui ao longo dos meses e porque a composição é atualizada de acordo com os vírus que devem circular com maior frequência.
Os anticorpos protetores costumam ser detectados entre duas e três semanas depois da aplicação. A proteção dura, em média, de seis a 12 meses, podendo ser menor em idosos e pessoas imunossuprimidas.
Quem tomou a vacina em 2025 precisa repetir?
Sim. A dose de 2025 foi preparada com cepas escolhidas para a temporada anterior. Quem pertence ao público recomendado deve receber a formulação de 2026 mesmo que tenha sido vacinado no ano passado.
Também é possível se vacinar depois de ter tido gripe. A infecção por um subtipo não garante proteção adequada contra os demais vírus presentes na vacina.
Quantas doses são necessárias?
| Idade e histórico | Número de doses | Intervalo |
|---|---|---|
| Criança de 6 meses a 8 anos nunca vacinada contra influenza | 2 doses | 30 dias entre as doses |
| Criança de 6 meses a 8 anos que já recebeu vacina em ano anterior | 1 dose anual | Não se aplica |
| Pessoas a partir de 9 anos | 1 dose anual | Não se aplica |
Na vacinação de rotina, o SUS atende crianças de 6 meses a menores de 6 anos. Crianças indígenas ou com comorbidades podem ter indicação até os 8 anos dentro da estratégia especial.
Gestantes podem tomar a vacina?
Sim. A vacinação é indicada em qualquer fase da gestação. Não é necessário esperar o segundo trimestre, e a informação sobre a gravidez é suficiente para o atendimento.
A imunização reduz o risco de complicações na gestante e também transfere anticorpos ao bebê, que não pode receber a vacina antes de completar 6 meses.
A vacina pode ser tomada com a da covid-19?
Sim. A vacina contra influenza pode ser aplicada no mesmo dia que vacinas contra covid-19 e outros imunizantes do Calendário Nacional. As doses são administradas com seringas diferentes e em locais distintos do corpo.
Não existe necessidade de esperar 14 dias entre a vacina da gripe e a da covid-19 segundo as orientações atuais do Programa Nacional de Imunizações.
A vacina da gripe causa gripe?
Não. A vacina do SUS é feita com vírus inativados, fragmentados e purificados. Eles não conseguem se multiplicar nem provocar influenza.
Algumas pessoas apresentam febre baixa, mal-estar ou dor muscular depois da aplicação. Essas reações são respostas temporárias do organismo e não significam que a pessoa pegou gripe por causa da vacina.
Também é possível contrair outro vírus respiratório ou ser infectado pela influenza antes de o corpo desenvolver proteção suficiente, processo que demora cerca de duas semanas.
Quais são as reações mais comuns?
- dor e sensibilidade no local da aplicação;
- vermelhidão ou endurecimento local;
- febre baixa;
- dor muscular;
- mal-estar ou cansaço;
- dor de cabeça leve.
As reações costumam ser leves e passageiras. Dificuldade para respirar, inchaço de boca ou garganta, desmaio, manchas generalizadas ou piora importante exigem atendimento imediato.
Quem não deve tomar a vacina?
A vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses. Pessoas que tiveram anafilaxia grave após uma dose anterior devem passar por avaliação especializada para análise do risco e do benefício.
Quem apresenta doença febril aguda moderada ou grave deve adiar a aplicação até melhorar, principalmente para evitar que os sintomas da infecção sejam confundidos com uma reação vacinal. Resfriado leve, rinite ou sintomas discretos sem febre importante normalmente não impedem a vacinação, mas a triagem deve ser feita pelo profissional da unidade.
Quem tem alergia a ovo pode se vacinar?
Sim, na maioria dos casos. Pessoas que tiveram apenas urticária depois de comer ovo podem receber a vacina sem cuidado especial.
Quem já apresentou angioedema, dificuldade respiratória, vômitos repetidos ou outra reação grave deve ser vacinado em local preparado para atendimento de emergência e, preferencialmente, sob supervisão médica.
Quem teve síndrome de Guillain-Barré pode tomar?
A pessoa que desenvolveu síndrome de Guillain-Barré até 30 dias depois de uma dose anterior deve passar por avaliação médica criteriosa antes de receber outra dose. A decisão considera o risco individual de gripe grave e a possível relação temporal com a vacinação anterior.
Onde tomar a vacina?
A vacinação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde, clínicas da família, centros municipais de saúde e pontos temporários criados pelas prefeituras. Algumas cidades oferecem doses em terminais, escolas, shoppings, empresas e unidades móveis.
O local e o horário podem mudar, e nem todas as salas aplicam todas as vacinas durante todo o expediente. A consulta prévia evita deslocamento desnecessário.
Quais documentos levar?
- documento de identificação, preferencialmente com CPF;
- caderneta ou comprovante de vacinação, quando disponível;
- documento que comprove idade;
- comprovante profissional para categorias prioritárias;
- receita, relatório ou documento médico quando solicitado para comorbidades;
- documento de gestação ou puerpério, quando necessário.
A ausência da caderneta não deve impedir automaticamente a vacinação de adultos, mas o registro ajuda a evitar erros e facilita a atualização das demais doses.
Como consultar o registro da vacina?
As doses registradas corretamente podem aparecer no aplicativo Meu SUS Digital. Também é possível consultar o cartão físico e pedir orientação na unidade onde a vacina foi aplicada.
O registro pode levar algum tempo para ser sincronizado. Caso não apareça, guarde o comprovante e procure a unidade com data, local e identificação da dose.
A vacina impede todas as gripes?
Não. Nenhuma vacina oferece proteção de 100%, e o resultado varia conforme idade, condição de saúde e semelhança entre os vírus da vacina e os que estão circulando.
O objetivo principal é reduzir casos graves, pneumonias, internações e mortes. Uma pessoa vacinada ainda pode apresentar influenza, mas tende a ter menor risco de complicações.
Vacina da gripe protege contra resfriado?
Não. Resfriados podem ser causados por rinovírus, coronavírus sazonais, adenovírus e outros agentes. A vacina protege contra os vírus influenza incluídos na composição anual.
Como gripe e resfriado compartilham sintomas, uma pessoa pode tomar a vacina corretamente e depois apresentar uma infecção causada por outro vírus.
O que fazer agora?
- Verifique se você ou alguém da família pertence a um grupo de rotina ou prioritário.
- Consulte a prefeitura para confirmar se a vacina foi liberada ao público geral.
- Separe documento e caderneta.
- Para crianças vacinadas pela primeira vez, programe a segunda dose após 30 dias.
- Aproveite a ida à unidade para conferir outras vacinas atrasadas.
- Não espere o aumento de casos: a proteção demora de duas a três semanas para se desenvolver.
Perguntas frequentes
Quem pode tomar a vacina da gripe em 2026?
A vacina é licenciada a partir dos 6 meses. No SUS, crianças menores de 6 anos, gestantes e idosos têm oferta de rotina; outros grupos são atendidos pela estratégia especial ou conforme liberação municipal.
A campanha de 2026 já terminou?
O período nacional concentrado terminou em 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, mas a vacinação continua para os grupos de rotina e em cidades que ampliaram o público.
Quem tomou em 2025 precisa tomar novamente?
Sim. A composição é atualizada e a proteção diminui ao longo dos meses.
A vacina da gripe causa influenza?
Não. O imunizante do SUS contém vírus inativados e fragmentados, incapazes de causar gripe.
Quantas doses uma criança precisa?
Crianças menores de 9 anos vacinadas pela primeira vez precisam de duas doses com 30 dias de intervalo. Quem já foi vacinado anteriormente recebe uma dose anual.
Grávida pode tomar?
Sim, em qualquer fase da gestação.
Pode tomar junto com a vacina da covid-19?
Sim. As duas podem ser administradas no mesmo dia, em locais diferentes.
Quem está resfriado pode tomar?
Quadros leves normalmente não impedem a aplicação. Doença febril moderada ou grave exige adiamento até a melhora.
Quem tem alergia a ovo pode tomar?
Sim. Casos de alergia grave devem ser vacinados em ambiente preparado e, preferencialmente, sob supervisão médica.
A vacina é gratuita?
Sim para os públicos atendidos pelo SUS e para a população geral quando o município amplia a oferta.
Fontes consultadas
- Ministério da Saúde — Estratégia de Vacinação contra a Influenza 2026
- Ministério da Saúde — Calendário Nacional de Vacinação
- Anvisa — composição das vacinas contra a gripe para 2026
- Instituto Butantan — campanha e públicos prioritários
- Instituto Butantan — produção e vacinação de rotina
- Prefeitura do Rio — vacinação aberta a partir de 6 meses
- Prefeitura de São Paulo — vacinação contra influenza em 2026
- Prefeitura de Curitiba — oferta para toda a população
- Prefeitura de Goiânia — locais e público da vacinação
- Ministério da Saúde — Manual de eventos adversos pós-vacinação
- Wikimedia Commons — fotografia de vacinação em domínio público
Nota editorial: apuração verificada em 28 de julho de 2026 com base na estratégia nacional do Ministério da Saúde, nas regras da Anvisa e em páginas oficiais das prefeituras citadas. O calendário e a disponibilidade para o público geral variam por região, município e estoque. Crianças menores de 6 anos, gestantes e idosos integram a vacinação de rotina; os demais públicos devem confirmar a oferta local. Esta matéria não substitui a avaliação feita na sala de vacinação.
Nota sobre a imagem: a fotografia foi produzida pela Prefeitura de Pelotas em 2021 e disponibilizada no Wikimedia Commons como obra em domínio público.