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Embraer E-Jets avançam em 2026 com novos pedidos e mais de 1.900 aviões entregues

Família brasileira de jatos comerciais opera em mais de 50 países e ganha força com encomendas do E195-E2 anunciadas por companhias aéreas e empresas de leasing.

A família Embraer E-Jets chegou a 2026 com mais de 1.900 aeronaves entregues para mais de 80 companhias aéreas em mais de 50 países. O programa reúne os modelos da primeira geração, conhecida como E1, e os novos E190-E2 e E195-E2, voltados principalmente a rotas regionais e mercados de média densidade.

Principais informações:
  • A segunda geração E2 ultrapassou 500 pedidos e já possui mais de 200 aviões em operação com 24 companhias aéreas.
  • A Embraer entregou 20 jatos comerciais no segundo trimestre de 2026, incluindo seis unidades do E195-E2.
  • Finnair, Abra Group, Binter, Luxair e Azorra anunciaram novos compromissos envolvendo E-Jets em 2026.

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Embraer E195-E2 fotografado de perfil em um pátio aeroportuário
O E195-E2 é o maior avião comercial já produzido pela Embraer. Foto: EneasMx, via Wikimedia Commons, licença CC BY 4.0.

Como está o programa Embraer E-Jets em 2026?

O E2 vive uma fase de expansão comercial. Em junho, a Embraer informou que a segunda geração havia superado 500 pedidos firmes, com mais de 200 aeronaves em serviço. No segundo trimestre, a fabricante entregou 65 aviões de todos os segmentos — seu melhor resultado para o período em 16 anos —, dos quais 20 eram jatos comerciais e seis eram E195-E2.

A meta divulgada pela empresa para 2026 prevê a entrega de 80 a 85 aeronaves comerciais. O desempenho do E195-E2 é central nessa projeção porque o modelo atende companhias que precisam de mais capacidade do que um jato regional tradicional, mas não querem assumir o custo de operar um avião de corredor único maior em todas as rotas.

Quais empresas encomendaram E-Jets em 2026?

Os anúncios do ano combinam pedidos firmes, opções e direitos de compra. Esses instrumentos não têm o mesmo peso: apenas as unidades firmes entram imediatamente na carteira quando as condições contratuais são cumpridas; opções e direitos permitem que o cliente amplie a encomenda no futuro.

Principais negócios envolvendo E-Jets anunciados em 2026
Cliente Modelo Pedido ou compromisso anunciado Situação
Finnair E195-E2 18 firmes, 16 opções e 12 direitos de compra Até 46 aeronaves
Azorra E195-E2 15 firmes e direitos para mais 15 Até 30 aeronaves
Abra Group E195-E2 20 firmes, 10 opções e 15 direitos de compra Até 45 aeronaves; primeira entrega prevista para o quarto trimestre de 2027
Binter E195-E2 5 firmes e 4 direitos de compra Até 9 aeronaves adicionais
Luxair E190-E2 Conversão de 3 direitos em pedidos firmes e inclusão de novo direito Carteira firme da companhia chega a 9 E2

O que são os Embraer E-Jets?

Os E-Jets são jatos comerciais de fuselagem estreita criados para transportar aproximadamente 70 a 146 passageiros, dependendo do modelo e da configuração adotada pela companhia. A primeira geração inclui E170, E175, E190 e E195; a geração E2 atualmente é formada pelo E190-E2 e pelo E195-E2.

Modelos da família Embraer E-Jets
Modelo Geração Capacidade aproximada Papel no mercado
E170 E1 Cerca de 70 a 80 passageiros Modelo inicial da família, usado em rotas regionais
E175 E1 Até 88 passageiros Principal produto da Embraer no mercado regional dos Estados Unidos
E190 E1 Cerca de 100 a 114 passageiros Rotas regionais, domésticas e internacionais de menor demanda
E195 E1 Cerca de 108 a 124 passageiros Maior capacidade da primeira geração
E190-E2 E2 Até aproximadamente 114 passageiros Substituição de jatos menores e abertura de novas rotas
E195-E2 E2 De 120 a 146 passageiros Maior avião comercial da Embraer

As capacidades podem variar porque cada empresa escolhe distância entre poltronas, classes de serviço, cozinhas e outros equipamentos internos. Essa flexibilidade permite que o mesmo modelo seja utilizado por companhias regionais, empresas tradicionais, operadoras de baixo custo e locadoras de aeronaves.

Qual é a diferença entre E1 e E2?

A geração E2 recebeu novas asas, motores de maior diâmetro, controles de voo fly-by-wire de quarta geração e melhorias aerodinâmicas. Segundo a Embraer, o E195-E2 pode reduzir em 29% o consumo de combustível e as emissões de carbono por assento em comparação com a geração anterior, enquanto a família E2 apresenta redução de até 68% na área afetada pelo ruído.

  • Cabine 2+2: não existe assento do meio nas fileiras da classe econômica.
  • Alcance: o E195-E2 recebeu ampliação para até 3.000 milhas náuticas, aproximadamente 5.556 quilômetros.
  • Bagagem: os compartimentos superiores podem oferecer até 90% mais capacidade que os da primeira geração.
  • Conectividade: a plataforma admite internet sem fio e transmissão de conteúdo para dispositivos dos passageiros.
  • Operação: o projeto busca adequar capacidade e custo a rotas que não sustentam diariamente aviões maiores.
Embraer E190 da companhia KLM Cityhopper em voo
E190 da primeira geração operado pela KLM Cityhopper. Foto: Richard Vandervord, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

Como surgiu a família E-Jets?

O programa foi lançado no fim da década de 1990, e o primeiro voo ocorreu em 2002. A estreia comercial aconteceu em 17 de março de 2004, quando a LOT Polish Airlines utilizou um E170 entre Varsóvia e Viena. A família cresceu ao ocupar o espaço entre os jatos regionais menores e os tradicionais aviões de corredor único.

Linha do tempo dos Embraer E-Jets

  • 1999: lançamento comercial do programa E-Jets.
  • 2002: primeiro voo de um protótipo da família.
  • 17 de março de 2004: LOT realiza o primeiro voo comercial do E170.
  • 2018: Widerøe coloca o E190-E2 em operação comercial.
  • 2019: Azul torna-se a primeira operadora do E195-E2.
  • 2024: a família completa 20 anos de serviço comercial.
  • 2025: o 1.900º E-Jet é entregue, um E190-E2 para a Virgin Australia Regional Airlines.
  • 2026: o E2 supera 500 pedidos e 200 aviões em operação.

Por que os E-Jets são importantes para a Embraer?

A família transformou a Embraer em uma das principais fabricantes mundiais de aviões comerciais de até 150 assentos. Os jatos permitem que companhias mantenham frequência em mercados menores, substituam aeronaves antigas, testem novas ligações e atendam horários com procura insuficiente para modelos maiores.

O E175 continua especialmente relevante nos Estados Unidos, onde representa cerca de 80% do mercado de jatos regionais. Já o E195-E2 conduz a expansão internacional da nova geração e pode realizar missões de até aproximadamente sete horas, dependendo da configuração, da carga e das condições operacionais.

Quais tecnologias de segurança foram incorporadas?

Em julho de 2026, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação certificou para a família E2 o sistema de alerta e conscientização de saída de pista. A tecnologia calcula continuamente o desempenho de pouso e avisa a tripulação quando identifica risco de a aeronave não parar dentro do comprimento disponível.

A certificação europeia ocorreu depois da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil. O recurso complementa a arquitetura de aviônicos e os controles digitais de voo, mas não substitui os procedimentos, o treinamento dos pilotos nem as decisões operacionais das companhias.

Qual é a presença dos E-Jets no Brasil e na América Latina?

A Azul foi a primeira companhia do mundo a operar o E195-E2, em 2019, e permanece como uma das principais usuárias da família. Em 2026, o acordo com o Abra Group abriu a possibilidade de ampliar a presença do modelo na América Latina; o grupo, porém, não informou em qual de suas companhias os aviões serão inicialmente alocados.

O projeto também possui uma versão cargueira convertida a partir do E190 da primeira geração. O E190F recebeu certificações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, pode transportar até 13,5 toneladas e foi desenvolvido para substituir cargueiros maiores em rotas com menor volume de mercadorias.

Curiosidades sobre os Embraer E-Jets

  • A cabine 2+2 significa que todos os passageiros viajam na janela ou no corredor.
  • O E195-E2 é o maior avião comercial já produzido no Brasil.
  • A primeira geração já foi utilizada como base para o jato executivo Lineage 1000.
  • Em duas décadas de serviço, os E-Jets transportaram aproximadamente dois bilhões de passageiros.
  • A família acumulou dezenas de milhões de voos comerciais desde 2004.
  • Os modelos E190 e E195 da primeira geração podem ser convertidos em cargueiros.

Perguntas frequentes

O que é o Embraer E-Jet?

É uma família brasileira de aviões comerciais criada para rotas regionais, domésticas e internacionais, com capacidades aproximadas entre 70 e 146 passageiros.

Quais são os modelos da família E-Jets?

A primeira geração possui E170, E175, E190 e E195. A segunda geração em produção comercial é formada pelo E190-E2 e pelo E195-E2.

Qual é o maior E-Jet?

O E195-E2 é o maior modelo, com capacidade máxima anunciada de 146 passageiros.

Quantos E-Jets já foram entregues?

A Embraer informou em julho de 2026 que mais de 1.900 aeronaves da família já haviam sido entregues.

Quantas companhias utilizam E-Jets?

Mais de 80 companhias aéreas operam a família em mais de 50 países.

O E195-E2 possui assento do meio?

Não. A cabine utiliza fileiras 2+2, com dois assentos de cada lado do corredor.

Qual é o alcance do E195-E2?

A Embraer informa alcance de até 3.000 milhas náuticas, cerca de 5.556 quilômetros, dependendo da configuração e das condições do voo.

Qual companhia recebeu primeiro o E195-E2?

A Azul foi a primeira operadora do modelo, colocando-o em serviço comercial em 2019.

O E175 ainda é produzido?

Sim. Apesar de pertencer à primeira geração, ele continua sendo oferecido e possui forte presença no mercado regional dos Estados Unidos.

Existe E-Jet cargueiro?

Sim. A Embraer desenvolveu os E190F e E195F, convertidos a partir de aeronaves de passageiros da primeira geração.

Fontes consultadas

Fonte original: Embraer Media Center.

Esta reportagem foi produzida com informações disponíveis até 23 de julho de 2026. Opções, direitos de compra e acordos sujeitos a condições não equivalem necessariamente a pedidos firmes contabilizados na carteira da Embraer.

Nota sobre as imagens: as fotografias utilizadas possuem licenças para reutilização e mostram aeronaves da família E-Jets em situações anteriores. Elas não registram os anúncios comerciais feitos em 2026.